Novembro. Não fui para o Rio de Janeiro, fiquei trancada na entediante bela cidade de São Paulo. Um amigo foi para lá aprender a xiar e beber cerveja barata.
Aqui não fiz ninguém gozar e também não me fizeram.
Arrisquei o centro pela distração mas, mesmo com tantas pessoas descendo e subindo para todos os cantos do país, a porra dessa cidade ainda estava sufocada de gente, frustando minha super idéia de sair correndo pelada por aí.
Lá na Barão ou perto dela, um amigo foi cercado por três carinhas que pediaram 1 real para comprar pastel. Mas, ele não tinha a bendita nota. Nem cinco minutos se passaram e logo pediram o "biriguinho" dele. Não precisou de muito para saber que eles que eles queriam mesmo era o celular. Caralho, a crise inflacionária está foda, atingiu até os trombadinhas. Eram três contra três e um táxi. Ganhamos! O carinha perebento disse que não ia embora sem levar nada. Ótimo, ele ficou lá. Nós entramos no táxi e saímos.
Finalmente anoiteceu e com tantas possibilidades de me enfiar em qualquer beco, resolvi ficar com dor de cabeça e febre. O sofá seco, sonolento. Apenas a impressão, o suor de outros tempos. Nenhum sexo, apenas o desejo.
Não lembro como o super feriado terminou, nem se choveu ou deixou de chover. Lembro apenas que na quarta-feira tudo voltou a se tornar óbvio.